6 de fevereiro de 2023
Bolsonaristas sonham acordados. Acabarão tendo insônias e pesadelos. Colossal tolice, sandice e patetice, lançar e tentar impor Rogério Marinho, recém eleito, para a presidência do senado. O PL pode bater no peito,  cantar de galo, mas Marinho é calouro na Câmara Alta. Continua valendo a máxima do senador reeleito, Romário, “chegou agora no ônibus e já quer sentar na janela”. Eleição da Mesa Diretora não funciona no grito. O PL,  por  ter eleito expressiva bancada,   poderá, nas futuras negociações entre os partidos, no máximo, ocupar a vice-presidência. Rodrigo Pacheco continua no páreo, para permanecer no cargo. Conta com bons aliados. O MDB, forte e expressivo, de Renan Calheiros, Jader Barbalho, Eduardo Braga, Renan Filho, entre outros, brigará pela presidência. Jamais se acomodará nem aceitará pressões que favoreçam Marinho.  O senado é diferente da câmara. As conversas e acordos fazem parte do futuro de todos os senadores. Novatos na gloriosa casa que foi de Rui Barbosa, Bernardo Cabral, Franco Montoro, Luiz Viana Filho, Josafá Marinho, Paulo Torres, Jarbas Passarinho, Virgílio Távora, Valmir Campelo, Albano Franco, Paulo Brossard, Antônio Carlos Konder Reis, José Fogaça, Henrique La Roque, Edson Lobão, José Sarney, Cid Carvalho, Arthur Virgilio Filho e Arthur Virglio Neto,  Marcos Freire, Carlos Wilson e Nelson Carneiro, entre outros respeitados luminares,  aprenderão, com o tempo, a baixar a bola e dançar conforme a música.
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Belo gesto,  do presidente eleito, Lula, visitando José Sarney, decano dos ex-presidentes da República. Seria saudável,  a meu ver, se Lula igualmente visitasse o ex-presidente Collor. Setentão, calejado como Lula. Como todo experiente e responsável homem público, Collor jamais deixará de colaborar com o novo governo no que for preciso. Elogiando e advertindo.  Adversidades políticas e eventuais ressentimentos fazem parte do passado. Feliz Lula, que poderá dispor dos conselhos e ponderações de 5 ex-presidentes, José Sarney, Fernando Collor, Dilma Rousseff, Michel Temer e Fernando Henrique Cardoso.
Foto UOL
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