Skip to content

JpRevistas

Revista eletrônica de informação, cultura e entretenimento.

Primary Menu
  • Home
  • Quem somos
  • Boa Leitura
  • Carnaval
  • Colunistas
  • Contato
  • Entrevista
  • Publicidade
Light/Dark Button
Contato
  • Home
  • 2024
  • maio
  • Os 80 Anos de Chico Buarque: Uma Saudação
  • Colunistas
  • Ricardo Cravo Albin

Os 80 Anos de Chico Buarque: Uma Saudação

Luiz Claudio de Almeida 21 de maio de 2024 6 minutes read
IMG-20240521-WA0148
Redes Sociais
           
“Agora eu era o rei/era o bedel e era também juiz… E pela minha lei / a gente era obrigado a ser feliz…” e conclui “No tempo da maldade /acho que a gente / nem tinha nascido.” (João e Maria – Chico Buarque-1977).
O sagrado deixa transparecer um horizonte novo de valores e significados sem os quais seria impossível viver. O sagrado não agrega o diverso do profano, o diverso da vida. Mas restabelece o sentido exato do profano e da vida. Chico Buarque antecipa na letra da canção João e Maria uma quase paráfrase do sagrado e profano, do supremo do juiz e da lei como antítese da bastardia de ser obrigado a… ser feliz, ou não nascer … no tempo da maldade.
Essas reflexões extraídas do pensamento de Chico Buarque me chegam agora ao celebrar os 80 anos do talvez mais interessante brasileiro de toda sua geração.
Volto-me aqui para o sagrado, para a luz beatífica do Papa Francisco, que celebrou em 2020 a primeira homenagem papal a um poeta brasileiro, nosso Vinicius de Moraes, bem como ao ritmo do seu povo, o Samba, e de seus fundadores. Citar e louvar Vinicius, de certo, tem tudo a ver com os 80 anos de Chico. Eles foram amigos íntimos, além de parceiros. Gostavam-se intensamente um do outro.
Em meio a um forte discurso de apelo social e político a Encíclica do Papa Francisco aporta robusta citação a Vinicius (1913-1980). No sexto capítulo do texto, dedicado ao diálogo e à amizade social, Francisco menciona uma passagem da letra da música Samba da Benção,“A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida”.
A flecha foi certeira em todos os níveis, a começar pela sacralidade do título do samba, o da Benção. Não que creio na música argentina (berço natal do papa) haja algo próximo a Tango da Benção. Em seguida o Papa que já antecipara seu amor ao Brasil na frase – “O Papa é argentino, mas Deus é brasileiro”, escreve que várias vezes já convidou todos a fazer crescer “uma cultura do encontro que supere a dialética de colocar um contra o outro”. “Seria um estilo de vida que tende a formar aquele poliedro de muitas faces, muitos lados, mas todos a compor uma unidade rica de matizes, porque o todo é superior à parte” doutrinava o Papa com sabedoria.
A necessidade de diálogo é um dos temas de essência desta relevante terceira Encíclica assinada pelo Papa há mais de cinco anos. No documento o Pontífice adentra na definição de conceitos como populismo e neoliberalismo, rejeitando ambos.
As ideias políticas de Francisco não são novas e fazem parte de seus piedosos discursos públicos. “Todos irmãos”(Fratelli Tutti) significa a síntese perfeita de seu ideário social e político. O Papa é direto e corajoso ao atacar o consumismo, a globalização implacável, o liberalismo econômico, a tirania sobre a propriedade privada quando subtraindo direitos aos bens comuns. E até sobre o controle que as empresas digitais exercem sobre a população, incluindo aí as Fake News.
As formas menos compassivas de capitalismo são objeto de ácidas críticas do Pontífice. Há também protestos dele à falta de aprendizado após a pavorosissima crise econômica provocada pela pandemia. Que não serviram para que a “atividade financeira especulatória e a riqueza fictícia fossem regulamentadas”. E o Papa aprofunda – “o Mercado sozinho não resolve tudo, embora mais uma vez eles queiram que acreditemos neste dogma de fé liberal. É só um pensamento pobre e repetitivo diante de qualquer desafio que surja”, reitera o Papa com firmeza pouco vista em qualquer Encíclica anterior. E conclui – “existem regras econômicas que foram eficazes para o crescimento, mas não para o desenvolvimento integral do homem.”
Convidado naquela época a falar para a Rádio Vaticano por conta da citação ao Samba do Brasil e a meu amigo Vinicius, fiz questão de realçar que o poeta carioca foi muito católico na juventude chegando a ser coroinha no Colégio São Bento.
Chamei em especial a atenção da emissora pelo fato de Vinicius ter sido muitas vezes celebrado pelos amigos como um místico, defendido a religiosidade, essência segundo ele, do Bem e de muitas perseguições, especialmente as exercitadas contra escravos nas senzalas do Brasil. E ainda hoje…
De mais a mais, concluí a extensa entrevista que fiz para o Vaticano reiterando que Vinicius pedia a benção, em comovedor preito de humildade aos formadores negros e mulatos da MPB. Chamando-se a si mesmo de “Capitão do Mato, e o Branco mais Preto do Brasil”.
Enquanto o poeta era de família tradicional católica, seu parceiro Baden Powell morreu evangélico praticante.
A Encíclica de Francisco se fez de imediato clássica e premonitória, razão por que me permito evoca-la aqui ao saudar os 80 anos de Chico Buarque Nesses cem anos creio que apenas João XXIII chegou a tal profundidade ao doutrinar sobre política, economia, solidariedade aos pobres.
Portanto, faltará pouco aos extremistas de direita para rotularem o Papa de comunista.
Vinicius louvou a arte do encontro, do respeito ao outro. Usou de sua poesia para empunhar a verdade, mas em forma de oração no Samba da Benção.
“Fazer samba não é contar piada/e quem faz samba assim não e de nada/o bom samba é uma forma de oração…” (Samba da Benção- Baden Powell e Vinicius de Moraes- 1967).
Creio firmemente que Chico Buarque ao adentrar os 80 anos repetiria com gosto e prazer o vaticínio de seu amigo Vinicius de Moraes : – “Um bom samba e uma forma de oração”.
Daqui saúdo Chico Buarque, a quem tenho o prazer (e o privilegio) de conhecer bem ao comecinho da fulminante carreira, La pelos meados de 1965/66.
Já escrevi varias vezes a partir do momento que conheci Francisco Buarque de Holanda – “Este Chico Buarque concentra uma soma de virtudes que põem de pé um quase milagre” – O “Brasileiro-rei” o “Homem-orgulho de seu país”.

About the Author

Luiz Claudio de Almeida

Administrator

View All Posts

Post navigation

Previous: Império Serrano celebra os aniversários de Madureira e Beto Sem Braço com roda de samba na sexta
Next: Papo de Teatro

Postagens Relacionadas

988126-aaa_dsc_6693-004
  • Colunistas
  • Vicente Limongi Netto

Sujeiras e mentiras

Vicente Limongi Netto 19 de junho de 2026
Texto e Foto Carlos Monteiro
  • Carlos Monteiro
  • Colunistas

Luares Cariocas

Carlos Monteiro 19 de junho de 2026
WhatsApp Image 2026-06-18 at 13.19.28
  • Colunistas
  • Ricardo Cravo Albin

Homenagem aos 80 anos de Maria Bethânia

Ricardo Cravo Albin 18 de junho de 2026

Recent Posts

  • Charge do Dia
  • Flup abre programação de 2026 com literatura no corpo, na rua e na cidade
  • Vera Loyola festeja aniversário cercada por familiares e amigos na Barra
  • Sujeiras e mentiras
  • Luares Cariocas

Recent Comments

Nenhum comentário para mostrar.

Archives

  • junho 2026
  • maio 2026
  • abril 2026
  • março 2026
  • fevereiro 2026
  • janeiro 2026
  • dezembro 2025
  • novembro 2025
  • outubro 2025
  • setembro 2025
  • agosto 2025
  • julho 2025
  • junho 2025
  • maio 2025
  • abril 2025
  • março 2025
  • fevereiro 2025
  • janeiro 2025
  • dezembro 2024
  • novembro 2024
  • outubro 2024
  • setembro 2024
  • agosto 2024
  • julho 2024
  • junho 2024
  • maio 2024
  • abril 2024
  • março 2024
  • fevereiro 2024
  • janeiro 2024
  • dezembro 2023
  • novembro 2023
  • outubro 2023
  • setembro 2023
  • agosto 2023
  • julho 2023
  • junho 2023
  • maio 2023
  • abril 2023
  • março 2023
  • fevereiro 2023
  • janeiro 2023
  • dezembro 2022
  • novembro 2022
  • outubro 2022
  • setembro 2022
  • agosto 2022
  • julho 2022
  • junho 2022
  • maio 2022
  • abril 2022
  • março 2022
  • fevereiro 2022
  • janeiro 2022
  • dezembro 2021
  • novembro 2021
  • outubro 2021
  • setembro 2021
  • agosto 2021
  • julho 2021
  • junho 2021
  • maio 2021
  • abril 2021
  • março 2021
  • fevereiro 2021
  • janeiro 2021
  • dezembro 2020
  • novembro 2020
  • outubro 2020
  • setembro 2020
  • agosto 2020
  • julho 2020
  • junho 2020
  • maio 2020
  • abril 2020
  • março 2020
  • fevereiro 2020
  • janeiro 2020
  • dezembro 2019
  • novembro 2019
  • outubro 2019
  • setembro 2019
  • agosto 2019
  • julho 2019
  • junho 2019
  • maio 2019
  • abril 2019
  • março 2019
  • fevereiro 2019
  • janeiro 2019
  • dezembro 2018
  • novembro 2018
  • outubro 2018
  • setembro 2018
  • agosto 2018
  • julho 2018
  • junho 2018
  • maio 2018
  • abril 2018
  • março 2018
  • fevereiro 2018
  • janeiro 2018
  • dezembro 2017
  • novembro 2017
  • outubro 2017
  • setembro 2017
  • agosto 2017
  • julho 2017
  • junho 2017
  • maio 2017
  • abril 2017
  • março 2017
  • fevereiro 2017
  • janeiro 2017
  • dezembro 2016
  • novembro 2016
  • outubro 2016
  • setembro 2016
  • agosto 2016
  • julho 2016
  • junho 2016
  • maio 2016
  • abril 2016
  • março 2016
  • fevereiro 2016
  • janeiro 2016
  • dezembro 2015
  • novembro 2015
  • outubro 2015
  • setembro 2015
  • março 2015

Categories

  • Agenda
  • Alex Cabral Silva
  • Alex Gonçalves Varela
  • Arlindenor Pedro
  • Arte Moderna
  • Boa Leitura
  • Carlos Monteiro
  • Carnaval
  • Category
  • Charge
  • Chico Vartulli
  • Cinema
  • Cinema
  • Civil Society
  • Cláudia Chaves
  • Climate
  • Colunistas
  • Conflict
  • Crônicas
  • Cultura
  • Democracy
  • Desfile das Campeãs
  • Divaldo Franco
  • Elda Priami
  • Entrevistas
  • Flávio Filipe
  • Gastronomia
  • Geopolitics
  • Geraldo Nogueira
  • Giuseppe Oristanio
  • Grande Rio
  • IMpério da Tijuca
  • Internacional
  • João Henrique
  • livro
  • Livros
  • Lu Catoira
  • Luis Pimentel
  • Luisa Catoira
  • Mangueira
  • Miguel Paiva
  • Mocidade Independente
  • Mostra
  • Musica
  • Negócios
  • News Analysis
  • Nosso Camarote
  • Odette Castro
  • Olga de Mello
  • Paraiso do Tuiuti
  • Patrícia Morgado
  • peça
  • política
  • Political Trends
  • Portela
  • Power
  • Ricardo Cravo Albin
  • Rogéria Gomes
  • Salgueiro
  • Samba
  • São Clemente
  • Sapucaí
  • Saúde
  • Show
  • Society
  • Teatro
  • Uncategorized
  • Unidos da Tijuca
  • Variedades
  • Vicente Limongi Netto
  • Vila Isabel
  • Viradouro
  • Viviana Navarro

Top News

  • WhatsApp Image 2026-06-19 at 15.38.13
    Charge do Dia
  • unnamed (9)
    Flup abre programação de 2026 com literatura no corpo, na rua e na cidade
  • (sem título)
  • (sem título)

Meta

  • Acessar
  • Feed de posts
  • Feed de comentários
  • WordPress.org

O que você perdeu...

WhatsApp Image 2026-06-19 at 15.38.13
  • Charge
  • Miguel Paiva

Charge do Dia

Miguel Paiva 19 de junho de 2026
unnamed (9)
  • Agenda

Flup abre programação de 2026 com literatura no corpo, na rua e na cidade

Luiz Claudio de Almeida 19 de junho de 2026
Vera Loyola
  • Cultura
  • Variedades

Vera Loyola festeja aniversário cercada por familiares e amigos na Barra

Luiz Claudio de Almeida 19 de junho de 2026
988126-aaa_dsc_6693-004
  • Colunistas
  • Vicente Limongi Netto

Sujeiras e mentiras

Vicente Limongi Netto 19 de junho de 2026

Recent Posts

  • WhatsApp Image 2026-06-19 at 15.38.13
    Charge do Dia19 de junho de 2026
  • unnamed (9)
    Flup abre programação de 2026 com literatura no corpo, na rua e na cidade19 de junho de 2026
  • Vera Loyola
    Vera Loyola festeja aniversário cercada por familiares e amigos na Barra19 de junho de 2026

Tags

Arte Blocos de Carnaval Bolsonaro Brasil Brasília Carnaval Carnaval de Rua Carnaval Rio 2026 Carnaval SP Cinema crime eleição Espetáculo Exposição Filme Flamengo Folia food Futebol Imperio Serrano Justiça LGBTQIA+ literatura Livro livros Lula Mangueira mulher NetFlix OAB-RJ Política Portela rapper Rio Rio de Janeiro RiodeJaneiro samba Sapucaí Senado sports teatro tech TJRJ travel violência

Site Produzido por Infomídia Digital | MoreNews by AF themes.