Skip to content

JpRevistas

Revista eletrônica de informação, cultura e entretenimento.

Primary Menu
  • Home
  • Quem somos
  • Boa Leitura
  • Carnaval
  • Colunistas
  • Contato
  • Entrevista
  • Publicidade
Light/Dark Button
Contato
  • Home
  • 2025
  • maio
  • A escritora e doutoranda Bruna Paiva fala do romance “Fã de Carteirinha”
  • Chico Vartulli
  • Colunistas

A escritora e doutoranda Bruna Paiva fala do romance “Fã de Carteirinha”

Chico Vartulli 29 de maio de 2025 7 minutes read
IMG-20250521-WA0112
Redes Sociais
           

Em tempos de Bienal do Livro,  vamos falar um pouco sobre literatura e sobre os novos talentos que surgem nas diversas áreas literárias. Hoje a minha convidada é Bruna Paiva! Escritora carioca, nascida em 1998, formada em Letras pela UNIRIO e  doutoranda e mestre em Ciência da Literatura pela UFRJ. Pós-graduanda em Edição e Gestão Editorial, que publica os próprios livros de maneira independente desde 2018.

Bruna Paiva tem um trabalho sobretudo voltado para o público jovem, focando em incentivar nos leitores o início da jornada de paixão pelos livros. Publicou “Um Diário Para Alice”, livro multimídia, como webnovela em 2014 em seu blog pessoal (Adolescente Demais) e no Wattpad, onde teve mais de 70 mil leituras. Quatro anos depois lançou a versão física do mesmo livro, que já foi adotado 6 vezes como paradidático por escolas, foi esgotado na Bienal de São Paulo de 2022 e chegou a sua segunda edição em 2023.

No primeiro Carnaval pós pandemia, publicou o projeto “Amores de Carnaval”, um livro dois em um, com dois romances que começam nos blocos de Carnaval do Rio de Janeiro. Como ação de lançamento, Bruna levou seus livros para as ruas e divulgou seu trabalho no meio da folia carioca.

Mais  recentemente lançou o romance, “Fã de Carteirinha” explorando um romance entre fã e ídolo, inspirado nas próprias aventuras de fã. O livro conta ainda com uma trilha sonora exclusiva composta especialmente para o livro pelo cantor Tê Paiva.

Um bate-papo delicioso com essa jovem talentosíssima. Confira!

JP –  Olá Bruna! Você poderia comentar sobre o lançamento do seu terceiro livro Fã de Carteirinha?

Oi, Chico. Fã de Carteirinha, apesar de ser o meu terceiro livro publicado, foi o primeiro livro que comecei a rascunhar na vida. Então, ver essa obra finalmente publicada e conquistando leitores por aí é muito gratificante. Dá um senso de dever cumprido e de que estou trilhando o caminho que sonhei. Essa foi uma história que escrevi inspirada nas aventuras de fã que vivi na adolescência e juventude. É um livro com muito realismo e sentimento… É um livro para viver por meio da protagonista, o sonho do romance com um ídolo… E assim como em minhas obras anteriores procurei inserir neste novo livro um recurso interativo, com uma música real composta especialmente para a história.

JP – O que significa a expressão escritora independente?

Escritor independente é aquele que não tem uma editora ou empresa investindo em seu trabalho. Faço toda a produção dos meus livros sozinha, desde a escrita até o processo de coordenação editorial, contratando prestadores de serviço como revisor, designer, fechando com gráficas e gerenciando o marketing para divulgar as obras. Hoje a autopublicação é um  modelo de negócio que cresce muito no Brasil e ajuda a democratizar a produção de literatura. Muitos autores veem nesse modelo de negócio a chance de começar uma carreira sem depender de alguém que “descubra” seu talento.

JP – Quando despertou em você o interesse em ser escritora?

Comecei a escrever aos 13 anos, com um coração partido e a cabeça confusa. Sempre gostei de ler, então, quando precisei me entender, a escrita pareceu o caminho mais lógico. Dali foram diários, posts em blogs, redes sociais… Com o tempo fui tomando gosto pela coisa e aos 15 anos comecei a de fato considerar a possibilidade de levar a escrita como carreira. Queria provocar nos leitores sensações e reflexões que meus autores preferidos me provocavam.

JP – Quais são as suas referencias (teóricas e práticas) no campo da escrita?

Sou mestre e doutoranda em ciência da Literatura, de modo que estudo muita teoria literária, mas gosto de ler de tudo. Acho que o escritor precisa ser um leitor completo, ler aquilo que escreve e também o que não tem interesse em escrever. Quanto mais se conhece, mais atento fica o olhar. Estou sempre em movimento com minhas referências de técnica e também da prática literária. Tenho me envolvido muito com a literatura nacional contemporânea. Gosto muito de Carla Madeira, José Faleiro, Ana Kiffer…
Num sentido de referência de carreira literária, acho que a Thalita Rebouças é quem mais me influencia. A forma de se comunicar com os jovens, passar a mensagem e se posicionar no mercado, foi o que me conquistou como leitora na adolescência e é o norte que sigo como escritora hoje.

JP – Qual é o seu gênero literário preferido? Justifique.

Como disse, leio de tudo. Mas o que mais me envolve são romances dramáticos. Acho que sou um pouco dramática por minha conta, os livros que abordam os dramas comuns da vida humana, questões sociais, familiares e psíquicas são os meus preferidos. Acho que esse tipo de livro deixa uma marca na gente, faz as coisas ressoarem por dias na cabeça…

JP – Qual é o público principal dos seus livros?

O meu público principal é o adolescente. Essa fase da vida tão complicada em que a gente não se sente muito pertencente a nada. Não é mais criança mas também não é adulto o suficiente. É tanta coisa que acontece na cabeça e no corpo de um adolescente. Foi a época da vida em que mais me senti sozinha, e ter um livro sempre na mão me ajudou a me entender e formar minha personalidade. Então, como escritora, busco dar aos jovens essa mão, essa esperança de que não estão sozinhos no mundo e a possibilidade de mergulhar numa história e ver seus dramas ali representados.

JP – Você concorda com a afirmação: “Livros Servem Para a Instrução”? Justifique.

É inegável que os livros servem para a instrução e minha trajetória acadêmica é prova disso. Mas sou profundamente contra a posição de que os livros sirvam apenas a esse fim. Colocar no livro um papel unicamente didático ou moralizante não é justo nem inteligente. Afinal, a leitura pode e deve ser prazerosa, principalmente quando se está formando um leitor. A partir de um livro que pode parecer “bobo” a olhos externos, acaba-se trabalhando a empatia, conhecendo novas culturas ou entrando em contato com dilemas distantes da realidade em que se vive…

JP – No seu ponto de vista, qual é a importância da leitura para a formação de um indivíduo?

Para além do que pode parecer óbvio, que é o aprimoramento das capacidades de comunicação, interpretação e escrita. A leitura nos permite vivenciar contextos diferentes daquele que vivemos. Sejam eles fantásticos ou profundamente realistas, essa possibilidade é a chave para se exercitar uma visão de mundo ampla, que olhe para além do próprio umbigo. E essa habilidade de enxergar a vida em nuances forma cidadãos mais preparados para viver em sociedade, exercer a cidadania respeitando as diferenças  e sabendo se relacionar com o próximo.

JP – Quais são os seus projetos futuros?

Participar da Bienal do Rio, em junho, pela primeira vez com um estande meu como autora independente autopublicada é o meu maior foco do ano e um marco para meus 10 anos de carreira. Além disso pretendo me manter trabalhando com o público jovem, formando novos leitores e escrevendo histórias que lhes proporcionem identificação e acolhimento. Tenho dois romances prontos para serem publicados em breve. Um se passa no universo da dança com festivais e escolas de ballet, e o outro é um romance LGBT ambientado em 2009, na zona norte carioca. Além disso, ainda esse ano, lanço um curso para ajudar autores que queiram publicar de forma independente a entrar nesse mercado de maneira profissional.

About the Author

Chico Vartulli

Editor

View All Posts

Post navigation

Previous: “O Refúgio” estreia hoje
Next: Charge do Dia

Postagens Relacionadas

Michelle-Bolsonaro-A-voz-doce-do-ódio-780x470
  • Colunistas
  • Vicente Limongi Netto

Destrambelhados

Vicente Limongi Netto 30 de junho de 2026
pl_imprensa_mcajr_abr_2311222323
  • Colunistas
  • Vicente Limongi Netto

Valdemar vai mudar tudo

Vicente Limongi Netto 29 de junho de 2026
images (2)
  • Colunistas
  • Vicente Limongi Netto

Anjos

Vicente Limongi Netto 28 de junho de 2026

Recent Posts

  • Destrambelhados
  • Exposição fala dos limites entre a casa e a rua
  • Dupla comemoração
  • Valdemar vai mudar tudo
  • Guilherme Rodio está no elenco de “Pico dos Marins: O Caso do Escoteiro Marco Aurélio” e ressalta o papel social da série

Recent Comments

Nenhum comentário para mostrar.

Archives

  • junho 2026
  • maio 2026
  • abril 2026
  • março 2026
  • fevereiro 2026
  • janeiro 2026
  • dezembro 2025
  • novembro 2025
  • outubro 2025
  • setembro 2025
  • agosto 2025
  • julho 2025
  • junho 2025
  • maio 2025
  • abril 2025
  • março 2025
  • fevereiro 2025
  • janeiro 2025
  • dezembro 2024
  • novembro 2024
  • outubro 2024
  • setembro 2024
  • agosto 2024
  • julho 2024
  • junho 2024
  • maio 2024
  • abril 2024
  • março 2024
  • fevereiro 2024
  • janeiro 2024
  • dezembro 2023
  • novembro 2023
  • outubro 2023
  • setembro 2023
  • agosto 2023
  • julho 2023
  • junho 2023
  • maio 2023
  • abril 2023
  • março 2023
  • fevereiro 2023
  • janeiro 2023
  • dezembro 2022
  • novembro 2022
  • outubro 2022
  • setembro 2022
  • agosto 2022
  • julho 2022
  • junho 2022
  • maio 2022
  • abril 2022
  • março 2022
  • fevereiro 2022
  • janeiro 2022
  • dezembro 2021
  • novembro 2021
  • outubro 2021
  • setembro 2021
  • agosto 2021
  • julho 2021
  • junho 2021
  • maio 2021
  • abril 2021
  • março 2021
  • fevereiro 2021
  • janeiro 2021
  • dezembro 2020
  • novembro 2020
  • outubro 2020
  • setembro 2020
  • agosto 2020
  • julho 2020
  • junho 2020
  • maio 2020
  • abril 2020
  • março 2020
  • fevereiro 2020
  • janeiro 2020
  • dezembro 2019
  • novembro 2019
  • outubro 2019
  • setembro 2019
  • agosto 2019
  • julho 2019
  • junho 2019
  • maio 2019
  • abril 2019
  • março 2019
  • fevereiro 2019
  • janeiro 2019
  • dezembro 2018
  • novembro 2018
  • outubro 2018
  • setembro 2018
  • agosto 2018
  • julho 2018
  • junho 2018
  • maio 2018
  • abril 2018
  • março 2018
  • fevereiro 2018
  • janeiro 2018
  • dezembro 2017
  • novembro 2017
  • outubro 2017
  • setembro 2017
  • agosto 2017
  • julho 2017
  • junho 2017
  • maio 2017
  • abril 2017
  • março 2017
  • fevereiro 2017
  • janeiro 2017
  • dezembro 2016
  • novembro 2016
  • outubro 2016
  • setembro 2016
  • agosto 2016
  • julho 2016
  • junho 2016
  • maio 2016
  • abril 2016
  • março 2016
  • fevereiro 2016
  • janeiro 2016
  • dezembro 2015
  • novembro 2015
  • outubro 2015
  • setembro 2015
  • março 2015

Categories

  • Agenda
  • Alex Cabral Silva
  • Alex Gonçalves Varela
  • Arlindenor Pedro
  • Arte Moderna
  • Boa Leitura
  • Carlos Monteiro
  • Carnaval
  • Category
  • Charge
  • Chico Vartulli
  • Cinema
  • Cinema
  • Civil Society
  • Cláudia Chaves
  • Climate
  • Colunistas
  • Conflict
  • Crônicas
  • Cultura
  • Democracy
  • Desfile das Campeãs
  • Divaldo Franco
  • Elda Priami
  • Entrevistas
  • Flávio Filipe
  • Gastronomia
  • Geopolitics
  • Geraldo Nogueira
  • Giuseppe Oristanio
  • Grande Rio
  • IMpério da Tijuca
  • Internacional
  • João Henrique
  • livro
  • Livros
  • Lu Catoira
  • Luis Pimentel
  • Luisa Catoira
  • Mangueira
  • Miguel Paiva
  • Mocidade Independente
  • Mostra
  • Musica
  • Negócios
  • News Analysis
  • Nosso Camarote
  • Odette Castro
  • Olga de Mello
  • Paraiso do Tuiuti
  • Patrícia Morgado
  • peça
  • política
  • Political Trends
  • Portela
  • Power
  • Ricardo Cravo Albin
  • Rogéria Gomes
  • Salgueiro
  • Samba
  • São Clemente
  • Sapucaí
  • Saúde
  • Show
  • Society
  • Teatro
  • Uncategorized
  • Unidos da Tijuca
  • Variedades
  • Vicente Limongi Netto
  • Vila Isabel
  • Viradouro
  • Viviana Navarro

Top News

  • Michelle-Bolsonaro-A-voz-doce-do-ódio-780x470
    Destrambelhados
  • Mariana-Paraizo-Fiscalizacao-24x395
    Exposição fala dos limites entre a casa e a rua
  • (sem título)
  • (sem título)

Meta

  • Acessar
  • Feed de posts
  • Feed de comentários
  • WordPress.org

O que você perdeu...

Michelle-Bolsonaro-A-voz-doce-do-ódio-780x470
  • Colunistas
  • Vicente Limongi Netto

Destrambelhados

Vicente Limongi Netto 30 de junho de 2026
Mariana-Paraizo-Fiscalizacao-24x395
  • Agenda

Exposição fala dos limites entre a casa e a rua

Luiz Claudio de Almeida 30 de junho de 2026
Guilherme lóbulo, Fred reuter, Miguel, Alessandra Verney, Juno
  • Cultura
  • Variedades

Dupla comemoração

Luiz Claudio de Almeida 29 de junho de 2026
pl_imprensa_mcajr_abr_2311222323
  • Colunistas
  • Vicente Limongi Netto

Valdemar vai mudar tudo

Vicente Limongi Netto 29 de junho de 2026

Recent Posts

  • Michelle-Bolsonaro-A-voz-doce-do-ódio-780x470
    Destrambelhados30 de junho de 2026
  • Mariana-Paraizo-Fiscalizacao-24x395
    Exposição fala dos limites entre a casa e a rua30 de junho de 2026
  • Guilherme lóbulo, Fred reuter, Miguel, Alessandra Verney, Juno
    Dupla comemoração29 de junho de 2026

Tags

Arte beija-flor Blocos de Carnaval Brasil Brasília Carnaval Carnaval de Rua Carnaval Rio 2026 Carnaval SP Centro Cultural Correios Cinema crime Cultura eleição Espetáculo Exposição Filme Flamengo Folia food Futebol Imperio Serrano Justiça LGBTQIA+ literatura Livro livros Lula Mangueira Mostra Natal OAB-RJ Política Portela Rio Rio de Janeiro RiodeJaneiro samba Sapucaí Senado sports teatro tech TJRJ travel

Site Produzido por Infomídia Digital | MoreNews by AF themes.