
Durante a pandemia os profissionais do teatro enfrentavam muita dificuldade para sobreviver. O projeto de transmitir peças online com a renda dos ingressos revertida para os técnicos acolheu a ideia do produtor Joaquim Vicente, que queria montar um texto inédito do Luiz Carlos Góes. Ele chamou Amir e me convidou para essa peça, que nasceu no meio daquela situação. Tive essa sorte, de estar com Amir em meio àquele caos, fazendo arte.

JP – Qual é a temática central da peça teatral?
É uma atriz tentando fazer seu show tendo fracassado na noite de estreia. Uma mulher que só vê sentido na vida sendo atriz, mas ao não se lembrar de nenhuma palavra do texto, acaba mostrando uma personalidade forjada no machismo, na misoginia, nos abusos, naturalizando todos os absurdos que viveu. Seu texto é nonsense, hilário e, ao mesmo tempo, cortante.
JP – Quando surgiu o seu interesse de ser atriz?
JP – Quais são as suas referências (teóricas e práticas) no campo teatral?
Tive uma referência dentro de casa. Minha tia Noemi Gerbelli me levava para assisti- la da cabine de luz do teatro. Eu amava. Mais tarde, Amir se tornou meu mestre absoluto…
JP – Como se deu a sua inserção na Rede Globo de Televisão?
Eu fazia um musical chamado Cazas de Cazuza que fez muito sucesso. Fui vista ali pelo Dennis Carvalho e fiz um teste para o Cravo e a Rosa. Passei e iniciei carreira lá.
JP – Como é ser dirigida por Amir Haddad?
Amir é um deslumbramento de ser humano e um farol para qualquer artista. Ele potencializa a nossa expressão e a nossa natureza. Ser dirigida por ele é divertido, terapêutico, provocador, vital.
JP – Quais são os seus planos futuros?
Planos futuros: este ano lançamos o filme “ Perto do Sol é Mais Claro”, do diretor Regis Faria, pela O2 filmes. Um filme sobre envelhecer apostando na vida.





