
O cenário artístico brasileiro ganha um registro fundamental com o lançamento do livro “É pau, é pedra…”, uma alusão ao compositor Tom Jobim, dedicado à obra de Sérgio Camargo (1930-1990), um dos maiores expoentes da arte contemporânea do país e do mundo. O lançamento no Rio de Janeiro aconteceu nesta terça- feira, 19 de maio, Travessa de Ipanema.
A publicação acompanha a exposição homônima, que teve curadoria de Marcello Dantas, realizada no Teatro Nacional Cláudio Santoro, em Brasília, entre dezembro de 2025 e março de 2026. “Organizado com rigor estético, o volume explora como a linguagem escultórica de Camargo — marcada pela geometria e pelo uso icônico do cilindro — estabelece um diálogo profundo com o espírito modernista da capital federal e a arquitetura de Oscar Niemeyer”, relembra Aspásia Camargo, coautora do livro ao lado de Marcello Dantas. A obra propõe um percurso detalhado pelas diversas facetas da produção do artista, segmentado em núcleos temáticos como “Relva”, “Corpo”, “Urbe”, “Xadrez” e “Jardim Suspenso”. Dantas descreve Camargo como um “calígrafo de paus e pedras”, destacando como o artista utilizava a matéria para “fazer nascer a luz” através do corte preciso.
Confira como foi a noite nas fotos de Cristina Lacerda.



































