O STF e a República

Para o advogado e professor Titular Emérito da Unirio, mestre em Ciências Jurídicas e Doutor em Ciências Políticas, Aurélio Wander Bastos, os adiamentos de julgamentos e pedidos de vistas tornam os resultados “protelatórios, até vencer o período eleitoral e o próprio período de funcionamento do STF “.

” Não tem investigação, nem condenação, porque nada tem fundamento legislativo .Não se tem inquérito nem investigação sem fundamento legal explícito. A

melhor solução é deixar que isso se prolongue ou postergue até fim do próprio legislativo.Todos têm sua culpa mas nenhum dos culpados sofrerá punição. É melhor ganhar tempo até o Supremo achar a fórmula de salvar o próprio Supremo. Essa foi a primeira parte da tentativa de golpe de desarticulação do Estado Brasileiro”- disse o advogado.

” As leituras políticas são, sempre, relativas, porque podem ter fato novo e o pedido de vistas do ministro Flávio Dino permitiu que se ganhasse tempo para uma conciliação e de apaziguar as divergências que não são apenas eleitorais e sim ligadas ao poder. ‘ Os dados estão lançados’, como diria Jean Paul Sartre. Houve uma divergência grave entre os ministros. Ficou explícito que foi uma guerra entre eles por uma questão de Estado ( eleitoral) na ante- véspera da eleição presidencial .O André Mendonça está no papel de desarticular a Côrte, e tentou fragilizar o STF, politicamente. Esvaziou, à força, a interventiva do Supremo, em época de eleições. Por outro lado, os ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes pretendem preservar, juridicamente, a força interventiva do STF e de seu próprio poder político. Reforço que a questão é grave porque querem desarticular o Supremo e fortalecer o TSE( o ministro Nunes Marques, presidente do TSE, elogiou, recentemente, as urnas eletrônicas e não se manifestou na reunião para se manifestar no TSE ). Até o momento a correlação de forcas está favorável ao ministro Gilmar Mendes. Mas, essa pode uma movimentação, meramente, eleitoral e temos que ter cuidado “- concluiu Aurélio Wander Bastos.

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