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Noite de vernissage em Ipanema

Noite de vernissage em Ipanema

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A artista Fernanda Leme inaugurou na noite desta quinta-feira, 5, a exposição “Quando aparecer um rio atravesse-o”,  no Centro Cultural Candido Mendes – Galeria Maria de Lourdes Mendes de Almeida -, em Ipanema, no Rio de Janeiro. Com curadoria de Denise Araripe, são apresentadas cerca de 70 obras, que abordam temas como a finitude e a efemeridade das imagens no mundo contemporâneo. A exposição incluirá trabalhos inéditos e obras que serão completadas com a participação do público.

“A exposição propõe uma reflexão sobre a finitude e sobre como a consciência de nossa impermanência pode nos levar a repensar a própria vida. É através das imagens, da pintura e das operações que realiza sobre elas que Fernanda pensa. Cortar, fragmentar, deslocar e reconstruir não são apenas procedimentos formais, mas maneiras de elaborar uma experiência e produzir novos sentidos para aquilo que vive”, afirma a curadora Denise Araripe.

A artista apresenta nesta mostra uma pesquisa inédita, que começou a desenvolver este ano especialmente para a exposição, na qual recorta suas próprias pinturas em tiras horizontais de tamanhos variados e as remonta, desconstruindo as imagens originais e transformando-as em composições abstratas, que ganham novos sentidos. “Recorto a imagem em tiras de diferentes espessuras e as colo de maneira desencontrada em cima de um poster de madeira. Uso a própria obra pictórica e a transformo em outra obra. Uso então o que já existe para construir um outro, que reconstruo com outras técnicas e materiais”, conta a artista que iniciou esse processo após ler textos de Nicolas Bourriaud sobre o conceito de pós-produção, que envolve a apropriação e a reconfiguração de materiais e imagens preexistentes, e estudos de Rosalind Krauss e Yve-Alain Bois sobre a teoria do informe, que questiona as noções tradicionais de forma.

Fotos Cristina Granato