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Bate-papo com Bruna Spínola

Luiz Claudio de Almeida 2 de fevereiro de 2023 6 minutes read
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Bruna Spínola esteve em “Cara e Coragem”, novela de Claudia Souto, da Globo, que terminou em janeiro. Com o fim do trabalho, a atriz segue focada em projetos para o cinema e aguarda a estreia de série “Musa Música”, que gravou para o Globoplay.  Em conversa com o JP ela falou sobre, trabalho, maternidade e fez um balanço da novela “Cara e Coragem”

 

JP –  Cara e Coragem chegou ao  final. Qual o balanço que você faz deste trabalho?

Fui muito feliz neste o projeto. Conheci uma nova equipe, fiz novas parcerias de trabalho. E amei interpretar a Fernanda. Uma personagem leve, divertida, que luta pelo que acredita. Me diverti muito no set e nos bastidores.

JP –  Fernanda entrou na história para dar um sacode na trama da personagem da Mariana Santos, sempre com um super astral. Você se identificava com essa característica da personagem?
Me identificava bastante. Fernanda tinha uma rotina dura às vezes, como muitas pessoas nesse nosso Brasil. Mas ela não deixa de lado o bom humor. Tentava  sempre levar as situações com leveza. Eu sou um pouco assim.

JP –  Como foi conciliar a volta ao trabalho, no ritmo puxado de gravações de novela, com a maternidade?

Foi uma ótima experiência. Estou muito feliz de ter voltado pro ritmo frenético das gravações. Minha filha já entende o que é o trabalho da mamãe, do papai. Ela me levava até a porta e se despedia. Depois ficava eufórica quando eu apertava a campainha na volta do trabalho. Sentávamos  no sofá, eu contava como tinha sido meu dia e  as novidades. De verdade, eu adorava essa correria. E acho que tudo na vida é equilíbrio. É super possível conciliar o meu trabalho e a maternidade. Acho isso importante pra mim como mulher. Fazer o que gosto é muito importante pra eu estar bem pra cuidar da minha filha. Eu estando realizada e feliz me sinto muito melhor e muito mais disposta pra exercer a maternidade.

JP –  Por falar em maternidade, como a chegada da Malu mudou a sua vida? As mães costumam florear muito a maternidade e escondem debaixo do tapete os medos e as dificuldades. Como tem sido isso pra você?

Olha, não sei até que ponto podemos dizer que elas escondem as coisas debaixo do tapete. Algumas, talvez sim. Mas não podemos generalizar. A chegada da Maria Luisa virou minha vida de cabeça pra baixo. Foi muito difícil no começo, tive dificuldade pra amamentar e enfrentei enormes desafios. Acho que em algum momento cheguei a dizer que não queria mais filhos. Mas os dias foram se passando, fui aprendendo a lidar com essa nova realidade e posso dizer que eu quase esqueci a loucura que foi aquele começo. Se em algum momento eu disse que não queria passar por tudo aquilo novamente, hoje digo que teria mais 2 ou 3 filhos.

JP –  Recentemente você comentou a dor e a tristeza de uma perda gestacional. Pode comentar como isso impactou na sua vida? Você conseguiu tirar dessa dor algum aprendizado?
Sempre tento tirar alguma lição das adversidades que a vida coloca em nosso caminho. Neste caso, eu pude ter certeza que a gente não tem controle de nada. Eu planejei, me programei, escolhi qual seria a janela ideal entre as crianças e achei que estava tudo certo. Até escolhi o mês que eu queria engravidar. E a vida está ai pra me mostrar que nem tudo acontece como o planejado.

JP –  Para 2023, podemos esperar novos projetos para o cinema, seja como atriz ou diretora e produtora? Nos conta um pouco sobre seus planos.
Estou começando um outro projeto agora como produtora. Tenho vontade de dirigir também e pode ser que aconteça esse ano. Vamos ver o que a vida me reserva e quais projetos vão se concretizar.

JP –  Além das artes, você começou a estudar arquitetura. Como tem sido se dividir nessas duas profissões? Algum trabalho, novo projeto, vindo aí nessa área?
Ainda estou cursando a faculdade. Vou pro 4º ano. Não trabalho na área, mas já penso numa maneira de exercer a arquitetura na minha vida. Talvez incorporando ela nos meus projetos pra cinema. Mas no momento o único projeto que estou fazendo ligado à arquitetura é o quartinho novo da minha filha (risos)

JP –  Como é a Bruna na intimidade, em casa, com família e amigos?
Sou bem solar, alegre, gosto de cantar, ouvir música. E adoro cuidar. De mim, do meu marido, da minha filha, dos amigos, da casa… Sou bem prática no meu dia a dia também.

JP –  Início de ano é sempre aquele momento de fazer um balanço do que vivemos e planejar os próximos passos. Você segue essa tradição, faz listinha de metas para o novo ano ou é mais no estilo “deixa a vida me levar”?
Eu sempre estabeleço algumas metas, mas a vida acaba me surpreendendo com coisas inesperadas. No final das contas, deixo de fazer algumas coisas que planejei, mas outras coisas bacanas acabam aparecendo no meu caminho.

JP –  Para finalizar, quais as mudanças que você deseja para o país neste ano?
Espero que o País encontre paz e consiga se unir pra enfrentar os enormes desafios sociais e econômicos que temos pela frente. Precisamos trabalhar pra que todos possam ter oportunidades iguais e saúde, educação, alimentação e moradia digna. Que seja um ano de construção de um futuro melhor para todos os brasileiros.

No final de 2022, Bruna lançou o longa “A Filha do Caos”, no Festival do Rio, no qual é protagonista, além de ter argumento e produção executiva da atriz.
Fora das telas, o tempo de Bruna é dedicado à pequena Malu, sua filha 3 anos, fruto do casamento com o diretor René Sampaio. “A maternidade me transformou em uma pessoa melhor. Eu era uma pessoa da noite. Hoje, acordo cedo, cheia de energia, feliz e muito mais focada. Ser mãe me deu uma sacudida”, revela.
Na televisão, seus trabalhos mais recentes foram a série “Impuros” (2019), as novelas “Cara e Coragem” (2022), “Orgulho e Paixão” (2018) e “Pega Pega” (2017). No cinema, a atriz esteve no longa “Eduardo e Mônica” (2018) e, nos palcos, rodou com a peça “Homem ao Vento”, ganhadora do Prêmio Shell de Melhor Dramaturgia (2019).

 

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