
Recentemente o banco roxo resolveu utilizar como trilha sonora de seu comercial, a poesia do Manfredini, Tempo perdido; muito provavelmente ele se revirou em Monte Castelo por tamanha heresia.
O tempo, senhor da razão, nos mostra sua força e, como Caê, é um senhor tão bonito que compõe destinos, ritimiza a vida em tambores, inventa continuamente compassados estribilhos e tem cara de nossos filhos, quem sabe de nossos pais.
“Todos os dias quando acordo
Não tenho mais o tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo…!”
Temos nosso próprio tempo, pois nós mesmos que o programamos. Façamos desta semana que se inicia, tempos especiais e duradouros, façamos nosso próprio tempo, pois ele é o senhor da razão.
Quando somos crianças queremos que o tempo passe rápido para, como adultos, termos liberdade. Quando crescemos, podemos ver que não é fácil enfrentar tanta responsabilidade e, muitas vezes, gostaríamos de voltar a ser crianças. O tempo não para, é como um trem desenfreado, desembalado ladeira abaixo. Passa por eventos tristes, outros felizes e assim caminha a humanidade.
Resta a nós guardar as boas lembranças de tudo o que vivemos sem nos lamentarmos pelo que já passou e tentar viver melhor sem pensar em quanto tempo nos resta, pois temos o tempo em nossas mãos, mentes e em nosso ecossistema.
Temos o tempo que quisermos ter, temos o tempo que quisermos administrar porque só o amor nos ‘diz’ o que é verdade, só eles – tempo e amor – são capazes de nos conduzir e seduzir falando ou não a língua dos anjos, dos homens, pobres mortais, ou do etéreo visceral.
Quando observamos que sem amar não há amanhã e este tempo tão precioso escorre pelas mãos, quando observarmos que a razão do tempo é sempre mais um capítulo dessa imensa e vasta calha da roda que é o coração, teremos noção dos tempos que queremos contabilizar e cronometrar em nossos amanheceres.















