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    • Luis PimentelCresceu e teve sua formação básica na cidade de Feira de Santana de onde mudou-se para o Rio de Janeiro para estudar teatro. Ali, contudo, dedicou-se ao jornalismo e à literatura.[2] Trabalhou em várias publicações e jornais, como O Pasquim (1976-1977), na Mad do Brasil, Última Hora, O Dia e outros.[2] Como escritor, é autor de dezenas de obras, em vários estilos, e dedicadas aos públicos infantil ou adulto, além das biografias de Wilson Batista[3] e Luiz Gonzaga,[4] havendo ganho vários prêmios literários. Foi, ainda, roteirista em programas de humor da televisão, como Escolinha do Professor Raimundo.[2] Seu trabalho também é voltado para a música do Brasil, havendo editado a revista Música Brasileira, que ainda encontra sua versão no meio digital.[2] Coordenou, também, a publicação de Paixão e Ficção – Contos e Causos de Futebol, no qual escreveu um texto, ao lado de figuras como Zico, Armando Nogueira, Aldir Blanc, entre outros.[
    • Luisa CatoiraFormada em  fonoaudiologia no Rio de Janeiro, morou  em São Paulo por 17 anos, onde fez  pós graduações em psicomotricidade, psicanálise, motricidade oral, cursos de especialização em bebê de alto risco, acupuntura sistêmica e auricular. de volta ao Rio de Janeiro, em 2010, fez uma pós em audiologia clinica, para entender como estava o mercado de fonoaudiologia no Rio. Nessa época, entrou em seu consultório, uma atriz, dubladora e locutora, que precisou cuidar da voz, pois teria uma peça no final de semana, várias locuções e dublagens para fazer, mas ficou impedida por ter ficado subitamente rouca. Ela, sendo muito disciplinada, fez tudo o que foi orientado  e, no dia seguinte conseguiu cumprir suas funções vocais. Como era uma pessoa bem famosa, acabou  apresentando Luisa para o mundo da arte, o que  mudou o rumo de  sua vida. A partir daí, fez cursos na área de voz, com as melhores fonoaudiólogas do Brasil, além de 2 cursos em eletroestimulação, laser, ultrassom e uma pós graduação em fisiologia do exercício. Acompanhava as aulas de dublagem que ela dava, deu  várias palestras em cursos de teatro e dublagem e acabou montando um método de trabalho que dura 5 semanas, para trabalhar com…
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Carlos Monteiro 16 de abril de 2026 3 minutes read
Texto e Foto Carlos Monteiro
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Fazia tempo que não ia ao Centro do Rio. Ouvia falar que estava ‘esvaziado’, só não imaginava que estivesse do jeito que está; um abandono só.

Uma pena, perda inestimável para uma cidade tão linda e maravilhosa. Lembrei de Rubem Braga e sua “Borboleta amarela”, borboletas já não há. João do Rio, Lima Barreto, Machado de Assis… tantos que contaram historias da Cidade Maravilhosa e seus encantos mil, devem estar se revirando nos túmulos tal o abandono que vive aquela área da cidade.

Fiquei boquiaberto com a quantidade de moradores de área livre, sem nenhuma assistência do Estado, que resistem às intempéries com seus parcos ou nenhum apetrechos de manutenção básica. Com a sujeira e os amontoados de lixo, que mais parecem vulcões fétidos, disputados pelas pessoas em situação de rua e os animais; lembrei-me de Bandeira e o poema “O Bicho”: “…Vi ontem um bicho / Na imundície do pátio / Catando comida entre os detritos. / Quando achava alguma coisa, / Não examinava nem cheirava: / Engolia com voracidade. / O bicho não era um cão, / Não era um gato, / Não era um rato. / O bicho, meu Deus, era um homem.”

Caminhei pelas calçadas, muito mal cuidadas, que de tantos buracos mais parecem um belo queijo suíço ou a superfície lunar; o que for mais ‘romântico’ ou prosaico a este texto.

O Centro tem obras inacabadas, poeira das ruas, gases dos automóveis que já não são tantos, lojas fechadas – chegam a ruas inteiras –, o Centro, meu caríssimo leitor, perdeu há muito o glamour de tempos outrora, mas a atual degradação é tanta que me senti envergonhado.

Já não há mais o vai e vem caótico de pedestres disputando espaço e tempo. Há camelôs e eles são muitos, suas ‘lojas’ a céu aberto, além de altercarem espaço com os transeuntes, tomam conta das calçadas sem a menor cerimônia fazendo delas escritório e ponto de venda das mais variadas quinquilharias que vão de eletrônicos até alimentos.

Segurança? Nos trechos que bravamente atravessei não vi nenhuma viatura ou guarnição a pé…

Ousarei contradizer o querido amigo Ruy Castro, mas o Rio acabou sim, pelo menos a região central. É triste, mas é a mais pura realidade.

Chorei até ficar com dó de mim.

Texto e Foto Carlos Monteiro
Texto e Foto Carlos Monteiro
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