Skip to content

JpRevistas

Revista eletrônica de informação, cultura e entretenimento.

Primary Menu
  • Home
  • Quem somos
  • Boa Leitura
  • Carnaval
  • Colunistas
  • Contato
  • Entrevista
  • Publicidade
Light/Dark Button
Contato
  • Home
  • 2026
  • agosto
  • O SUS é muito mais do que dizem seus críticos
  • Colunistas

O SUS é muito mais do que dizem seus críticos

Luiz Claudio de Almeida 23 de agosto de 2026 10 minutes read
Radis-259_Entrevista_60-anos-do-golpe_Carlos-Fidelis_3 (1)
Redes Sociais
           

Uma força para o desenvolvimento que o Brasil ainda não utiliza plenamente

Por Carlos Fidelis Ponte – Presidente do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes), membro do Conselho Nacional de Saúde e pesquisador da Fiocruz – Colunista convidado.

 

 

Nas eleições de outubro, o Brasil decidirá muito mais do que quem ocupará o Palácio do Planalto, os governos estaduais e as cadeiras do Congresso. Estará em disputa também que país queremos construir e que papel caberá ao Estado nesse projeto. Poucas questões tornam essa escolha tão concreta quanto o futuro do Sistema Único de Saúde. O que está em jogo não é apenas quanto o SUS receberá ou que serviços poderá oferecer, mas se saberemos utilizar plenamente um dos maiores ativos construídos pela democracia brasileira.

Quando se fala no SUS, pensamos — e com razão — em hospitais, postos de saúde, vacinação, transplantes, medicamentos e vigilância. É para assegurar o direito universal à saúde que ele existe. Esse é seu fundamento constitucional e uma expressão do compromisso democrático com a dignidade humana e a redução das desigualdades. Mas o SUS é muito mais do que assistência e vigilância. A universalidade cria escala. E escala significa poder.

Um sistema destinado a mais de 200 milhões de pessoas possui enorme capacidade de compra e negociação. Pode induzir investimentos, orientar inovação, estimular produção, gerar empregos qualificados e construir competências científicas e tecnológicas.

Utilizado estrategicamente, o SUS pode ajudar a definir não apenas como o Brasil cuidará da saúde de sua população, mas que conhecimentos dominará, que tecnologias produzirá e que vulnerabilidades reduzirá.

Essa perspectiva, expressa na abordagem do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS), ajuda a superar uma separação artificial entre política social e política econômica. Saúde aparece frequentemente como despesa; indústria, investimento e inovação, como desenvolvimento. Na realidade, um sistema universal mobiliza trabalho qualificado, pesquisa, produção e cadeias intensivas em conhecimento. Ao assegurar direitos, pode simultaneamente gerar emprego, renda, inovação e capacidade tecnológica.

A própria Constituição oferece fundamento a essa leitura. Entre as atribuições do SUS estão a participação na produção de medicamentos, equipamentos, imunobiológicos e outros insumos e o incremento do desenvolvimento científico, tecnológico e da inovação. A dimensão científica, tecnológica e produtiva integra, portanto, a própria concepção constitucional do sistema.

A experiência da Fiocruz e de Bio-Manguinhos ajuda a demonstrá-lo. A produção pública de vacinas, diagnósticos e biofármacos foi construída ao longo de décadas pela combinação entre investimento público, pesquisa, produção, formação de pessoas, transferências de tecnologia, desenvolvimento conjunto e demanda do SUS. A Covid-19 mostrou o valor de capacidades que precisam existir antes da emergência. Laboratórios, equipes, instalações produtivas, experiência regulatória e domínio tecnológico não podem ser improvisados quando cadeias internacionais entram em colapso e todos disputam os mesmos produtos.

É nesse ponto que o poder de compra do SUS assume importância estratégica. Contratos de longo prazo, encomendas tecnológicas e parcerias podem transformar demanda pública em alavanca de inovação e desenvolvimento. O acesso ao mercado proporcionado pelo SUS possui enorme valor para empresas nacionais e estrangeiras e pode ser negociado não apenas em termos de preço e fornecimento, mas também de investimentos, desenvolvimento tecnológico conjunto, formação de fornecedores, produção no país e incorporação de conhecimentos e competências.

Convém estabelecer uma distinção fundamental. O SUS não é um mercado: é um sistema público universal organizado para realizar um direito. Mas gera uma demanda de enorme escala e, portanto, um mercado de extraordinário valor para seus fornecedores. Reconhecer essa dimensão econômica não significa mercantilizar a saúde, mas compreender que um ativo criado pela universalidade e sustentado pela sociedade pode fortalecer as condições necessárias à realização desse direito.

Isso tampouco significa pagar mais pelo que pode ser comprado por menos ou proteger indefinidamente produtores ineficientes. O objetivo é incorporar à comparação custos e benefícios de longo prazo que o preço imediato não revela. Segurança de abastecimento, aprendizagem tecnológica, domínio de plataformas críticas, resposta a emergências e redução de vulnerabilidades também possuem valor. Mas não dispensam a análise de custos de oportunidade. Políticas de indução precisam de metas, prazos, contrapartidas verificáveis, avaliação de desempenho e possibilidade de interromper incentivos quando os resultados não justificarem os recursos empregados.

Resultados também dependem das condições oferecidas: objetivos ambiciosos de desenvolvimento tecnológico exigem instrumentos institucionais, jurídicos e financeiros compatíveis com seus riscos e prazos de maturação. Soberania não pode ser pretexto para ineficiência; eficiência, por sua vez, não deveria ser reduzida ao menor preço imediato.

A questão também não deve ser aprisionada na velha oposição entre Estado e mercado. O que importa é saber que relação entre ambos produz maior valor público. Empresas são indispensáveis à inovação e podem aportar capital, conhecimento, capacidade industrial e velocidade. O Estado dispõe de planejamento, regulação, financiamento, infraestrutura científica e poder de compra, mas também possui — e, em áreas estratégicas, precisa preservar e desenvolver — capacidades científicas, tecnológicas e produtivas próprias. Não porque deva produzir tudo, mas porque precisa conhecer suficientemente aquilo que pretende orientar, regular, financiar ou contratar. Sem essa base, pode conservar formalmente o poder de decidir e tornar-se dependente daqueles que detêm o conhecimento necessário à decisão. Mercados podem ser mobilizados para realizar objetivos coletivos, desde que o poder público conserve condições para defini-los, negociar contrapartidas e preservar sua autonomia estratégica.

O SUS possui ainda uma vantagem estratégica: sua presença em todo o território nacional. Ao alcançar populações e realidades epidemiológicas, demográficas e sociais distintas, cria possibilidades relevantes de aprendizagem, pesquisa e inovação. Sua escala, capilaridade e diversidade não conferem ao Brasil apenas poder de compra e negociação, mas também poder de atração. Combinadas à existência de instituições científicas, tecnológicas e produtivas reconhecidas internacionalmente, podem atrair investimentos, cooperação científica, ensaios clínicos e parcerias tecnológicas. Articulado a universidades, institutos de ciência e tecnologia, serviços de saúde e empresas, o SUS pode estimular redes científicas e produtivas distribuídas pelo território. O desafio não é apenas atrair parceiros, mas estabelecer relações que ampliem a aprendizagem e contribuam para consolidar competências no país. Desenvolvimento inclusivo significa também ampliar quem participa da produção do conhecimento, onde são criadas oportunidades e como seus benefícios são distribuídos.

Esse potencial ganha importância diante das transições tecnológica, demográfica, ambiental e climática. O envelhecimento ampliará a demanda por cuidados. Inteligência artificial, genômica, biotecnologia, novas plataformas de vacinas e terapias avançadas transformarão a saúde, enquanto as mudanças climáticas alterarão perfis epidemiológicos e aumentarão emergências. Se o Brasil se limitar a comprar respostas produzidas em outros lugares, poderá incorporar tecnologias avançadas e permanecer dependente de decisões, preços e conhecimentos controlados por terceiros. Um país pode consumir tecnologia de ponta sem participar de sua produção e continuar tecnologicamente subordinado.

Soberania sanitária não significa autossuficiência. Cooperação internacional, comércio e investimento estrangeiro são indispensáveis. Significa possuir capacidades para escolher, negociar, aprender, cooperar sem subordinação e produzir quando estratégico. A escala do SUS só se transforma em poder quando combinada com capacidade científica, tecnológica, produtiva e institucional.

Há uma condição adicional: demanda sem financiamento estável perde poder de indução. Um SUS submetido à incerteza orçamentária perde não apenas capacidade de atender à população, mas também de planejar compras, induzir investimentos e sustentar compromissos de longo prazo. Financiá-lo adequadamente é preservar simultaneamente um direito e uma infraestrutura essencial ao desenvolvimento.

É por isso que as eleições de 2026 dizem respeito diretamente ao futuro do SUS. O voto definirá correlações de forças que influenciarão financiamento, prioridades orçamentárias, política industrial, ciência e tecnologia, regulação e o próprio papel atribuído ao Estado. O futuro do SUS não será decidido apenas no Ministério da Saúde. Dependerá também das escolhas fiscais, econômicas, científicas, tecnológicas e sociais que o país fizer.

Nada disso altera a ordem das finalidades. O SUS não precisa demonstrar que produz crescimento econômico para justificar sua existência. Assegurar universalmente o direito à saúde é uma obrigação constitucional e um imperativo ético. Sua contribuição para o desenvolvimento não substitui essa razão; acrescenta-lhe uma dimensão frequentemente subestimada. Ignorar o potencial transformador dos trabalhadores, da demanda tecnológica, da infraestrutura científica, da capacidade regulatória e da escala continental mobilizados pelo sistema seria desperdiçar parte do patrimônio construído pela sociedade.

O país já possui esse ativo. A questão é o que fará com ele. A universalidade cria escala; a escala gera poder; e esse poder pode ser convertido em conhecimento, inovação, produção, inclusão e soberania, retornando à sociedade como maior capacidade de garantir saúde e melhores condições de vida. Esse circuito depende de financiamento, planejamento, instituições capazes, avaliação e escolhas políticas — e também de elevar a qualidade do debate público: menos política convertida em espetáculo e mais disposição para discutir seriamente as escolhas de longo prazo que definirão o futuro do país.

Nas eleições e para além delas, discutir o futuro do SUS significa decidir se uma das maiores construções institucionais da democracia brasileira será vista apenas pelo que custa ou também pelo valor que cria e pelas possibilidades que abre. Significa decidir que capacidades queremos construir, que desenvolvimento pretendemos promover e, em última instância, que Brasil queremos construir.

Há cinquenta anos, o Centro Brasileiro de Estudos de Saúde nasceu afirmando uma ideia que ajudaria a transformar o país: saúde, democracia e condições dignas de vida são dimensões inseparáveis de um mesmo projeto de sociedade. Meio século depois, essa compreensão adquire novo alcance. Defender o SUS como direito significa também reconhecer sua capacidade de produzir conhecimento, reduzir desigualdades, fortalecer a autonomia nacional e contribuir para um desenvolvimento inclusivo e soberano. Uma sociedade que construiu um sistema universal dessa dimensão não deveria desperdiçar as possibilidades que ele oferece para definir seu futuro. É por isso que uma síntese atravessa a história do Cebes e permanece atual: saúde é democracia. Democracia é saúde.

About the Author

Luiz Claudio de Almeida

Administrator

View All Posts

Post navigation

Previous: Legalidade (parte 1)- Os cristais que não conseguiram calar Brizola
Next: Entre duas cidades — surfando em um caroço de amendoeira

Postagens Relacionadas

passagens-aereas-brasilia-capa2019-01
  • Colunistas
  • Vicente Limongi Netto

É preciso saber votar

Vicente Limongi Netto 23 de agosto de 2026
IMG-20260823-WA0030
  • Colunistas

Entre duas cidades — surfando em um caroço de amendoeira

Luiz Claudio de Almeida 23 de agosto de 2026
IMG-20260820-WA0066
  • Colunistas

Legalidade (parte 1)- Os cristais que não conseguiram calar Brizola

Luiz Claudio de Almeida 23 de agosto de 2026

Recent Posts

  • A idade não explica tudo: o impacto da menopausa na pele
  • Noite de autógrafos de “Humanos do Futuro”, de Danni Suzuki
  • É preciso saber votar
  • Charge do Dia
  • Entre duas cidades — surfando em um caroço de amendoeira

Recent Comments

Nenhum comentário para mostrar.

Archives

  • agosto 2026
  • julho 2026
  • junho 2026
  • maio 2026
  • abril 2026
  • março 2026
  • fevereiro 2026
  • janeiro 2026
  • dezembro 2025
  • novembro 2025
  • outubro 2025
  • setembro 2025
  • agosto 2025
  • julho 2025
  • junho 2025
  • maio 2025
  • abril 2025
  • março 2025
  • fevereiro 2025
  • janeiro 2025
  • dezembro 2024
  • novembro 2024
  • outubro 2024
  • setembro 2024
  • agosto 2024
  • julho 2024
  • junho 2024
  • maio 2024
  • abril 2024
  • março 2024
  • fevereiro 2024
  • janeiro 2024
  • dezembro 2023
  • novembro 2023
  • outubro 2023
  • setembro 2023
  • agosto 2023
  • julho 2023
  • junho 2023
  • maio 2023
  • abril 2023
  • março 2023
  • fevereiro 2023
  • janeiro 2023
  • dezembro 2022
  • novembro 2022
  • outubro 2022
  • setembro 2022
  • agosto 2022
  • julho 2022
  • junho 2022
  • maio 2022
  • abril 2022
  • março 2022
  • fevereiro 2022
  • janeiro 2022
  • dezembro 2021
  • novembro 2021
  • outubro 2021
  • setembro 2021
  • agosto 2021
  • julho 2021
  • junho 2021
  • maio 2021
  • abril 2021
  • março 2021
  • fevereiro 2021
  • janeiro 2021
  • dezembro 2020
  • novembro 2020
  • outubro 2020
  • setembro 2020
  • agosto 2020
  • julho 2020
  • junho 2020
  • maio 2020
  • abril 2020
  • março 2020
  • fevereiro 2020
  • janeiro 2020
  • dezembro 2019
  • novembro 2019
  • outubro 2019
  • setembro 2019
  • agosto 2019
  • julho 2019
  • junho 2019
  • maio 2019
  • abril 2019
  • março 2019
  • fevereiro 2019
  • janeiro 2019
  • dezembro 2018
  • novembro 2018
  • outubro 2018
  • setembro 2018
  • agosto 2018
  • julho 2018
  • junho 2018
  • maio 2018
  • abril 2018
  • março 2018
  • fevereiro 2018
  • janeiro 2018
  • dezembro 2017
  • novembro 2017
  • outubro 2017
  • setembro 2017
  • agosto 2017
  • julho 2017
  • junho 2017
  • maio 2017
  • abril 2017
  • março 2017
  • fevereiro 2017
  • janeiro 2017
  • dezembro 2016
  • novembro 2016
  • outubro 2016
  • setembro 2016
  • agosto 2016
  • julho 2016
  • junho 2016
  • maio 2016
  • abril 2016
  • março 2016
  • fevereiro 2016
  • janeiro 2016
  • dezembro 2015
  • novembro 2015
  • outubro 2015
  • setembro 2015
  • março 2015

Categories

  • Agenda
  • Alex Cabral Silva
  • Alex Gonçalves Varela
  • Arlindenor Pedro
  • Arte Moderna
  • Boa Leitura
  • Carlos Monteiro
  • Carnaval
  • Category
  • Charge
  • Chico Vartulli
  • Cinema
  • Cinema
  • Civil Society
  • Cláudia Chaves
  • Climate
  • Colunistas
  • Conflict
  • Crônicas
  • Cultura
  • Democracy
  • Desfile das Campeãs
  • Divaldo Franco
  • Elda Priami
  • Entretenimento
  • Entrevistas
  • Flávio Filipe
  • Gastronomia
  • Geopolitics
  • Geraldo Nogueira
  • Giuseppe Oristanio
  • Grande Rio
  • IMpério da Tijuca
  • Internacional
  • João Henrique
  • livro
  • Livros
  • Lu Catoira
  • Luis Pimentel
  • Luisa Catoira
  • Mangueira
  • Miguel Paiva
  • Mocidade Independente
  • Mostra
  • Musica
  • Negócios
  • News Analysis
  • Nosso Camarote
  • Odette Castro
  • Olga de Mello
  • Paraiso do Tuiuti
  • Patrícia Morgado
  • peça
  • política
  • Political Trends
  • Portela
  • Power
  • Ricardo Cravo Albin
  • Rogéria Gomes
  • Salgueiro
  • Samba
  • São Clemente
  • Sapucaí
  • Saúde
  • Show
  • Society
  • Teatro
  • Uncategorized
  • Unidos da Tijuca
  • Variedades
  • Vicente Limongi Netto
  • Vila Isabel
  • Viradouro
  • Viviana Navarro

Top News

  • image (3)
    A idade não explica tudo: o impacto da menopausa na pele
  • image-1787400657-4
    Noite de autógrafos de “Humanos do Futuro”, de Danni Suzuki
  • (sem título)
  • (sem título)

Meta

  • Acessar
  • Feed de posts
  • Feed de comentários
  • WordPress.org

O que você perdeu...

image (3)
  • Cultura
  • Variedades

A idade não explica tudo: o impacto da menopausa na pele

Luiz Claudio de Almeida 23 de agosto de 2026
image-1787400657-4
  • Boa Leitura
  • Cultura
  • Variedades

Noite de autógrafos de “Humanos do Futuro”, de Danni Suzuki

Luiz Claudio de Almeida 23 de agosto de 2026
passagens-aereas-brasilia-capa2019-01
  • Colunistas
  • Vicente Limongi Netto

É preciso saber votar

Vicente Limongi Netto 23 de agosto de 2026
IMG-20260822-WA0059
  • Charge
  • Miguel Paiva

Charge do Dia

Miguel Paiva 23 de agosto de 2026

Recent Posts

  • image (3)
    A idade não explica tudo: o impacto da menopausa na pele23 de agosto de 2026
  • image-1787400657-4
    Noite de autógrafos de “Humanos do Futuro”, de Danni Suzuki23 de agosto de 2026
  • passagens-aereas-brasilia-capa2019-01
    É preciso saber votar23 de agosto de 2026

Tags

Arte Blocos de Carnaval Brasil Brasília Carnaval Carnaval de Rua Carnaval Rio 2026 Carnaval SP Centro Cultural Correios Cinema crime eleição Espetáculo Exposição Filme Flamengo Folia food Futebol Imperio Serrano Justiça LGBTQIA+ literatura Livro livros Lula Mangueira Mostra mulher Natal OAB-RJ Política Portela rapper Rio Rio de Janeiro RiodeJaneiro samba Sapucaí Senado sports teatro tech TJRJ travel

Site Produzido por Infomídia Digital | MoreNews by AF themes.