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Uma Conversa Exclusiva com Priscila Tossan Sobre sua Trajetória e Futuros Projetos

João Henrique 14 de março de 2024 6 minutes read
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Hoje tivemos o prazer de conversar com Priscila Tossan, a talentosa cantora que conquistou o coração do público durante sua jornada no The Voice Brasil e desde então trilhou um caminho de sucesso na música. Com seu álbum “Iceberg” indicado ao Grammy, Priscila compartilhou conosco suas experiências desde sua participação no programa até os desafios e aprendizados do lançamento durante a pandemia. Além disso, ela nos falou sobre sua evolução como artista, suas inspirações para compor e o que podemos esperar de seus próximos projetos.

JP- Qual foi a maior lição que você aprendeu durante sua jornada no The Voice?

Priscila- A maior lição que eu tive no The Voice foi sobre a concentração..o “meu eu interno”, né°. De obedecer o “timing da música”, entender que aquele tempo ali era meu. Então, tinha que estar muito concentrada pra poder  me ligar no “time’, na batida… porque é muito holofote, muita câmera, muita gente. Então eu conseguia ficar muito concentrada, ficava muito concentrada, comigo…Eu acho que aprendi isso, acho que foi a maior lição, É uma vitrine muito gigante…gratidão imensa com o The Voice. Acho que essa foi a minha maior lição sim, a concentração…olhar para a música de uma forma muito mais profissional.

JP- Como você descreveria sua evolução como artista desde sua participação no programa até o lançamento do álbum “Iceberg”?

Priscila- A  minha evolução no The Voice? Acho que entrei uma menina ali, musicalmente falando. Sabia o que eu estava fazendo, mas evolui muito profissionalmente lance, esse de cuidar da voz antes do show,  de uma gravação de  chegar uma hora antes, também, para um ensaio…de me retirar… profissionalismo mesmo. Acho que da entrada no programa até a finalização do primeiro álbum acho que virou-se uma chave  na questão da maturidade musical.  Ouvido eu já tinha é uma bênção que eu tenho. Mas mudou muito coisa, o “timing” é  outro. É isso, acho que  essa  evolução que eu tive, de olhar pra música como uma coisa muito, muito séria. O processo mas, ao mesmo tempo, eu estou ali pra me divertir e é uma coisa que vem de dentro…

JP- O que mais te inspira a compor suas músicas?

Priscila- O que mais me inspira em compor minhas músicas? Acho que é a criação de melodias, eu gosto muito de criar melodias, experimentar…mas quando não rola esse experimento…O que vem é a melodia antes da escrita sempre… então, é  muito fluido. As melodias vêm sempre antes e eu fico muito feliz com as melodias que eu vou criando, e esse processo é do dia a dia mesmo. Na real não tem processo, é natural. Já compus músicas, tipo dentro do Metrô sim… Vem uma melodia, eu … caraacaa  isso é legal ! Pego o gravador rapidamente, um telefone e aí faço o desenho ‘tarannarannrann” (cantarola). Aí, é chegar em casa ou, na mesma  hora, escrever alguma coisa no notas do  telefone, mas compor é isso… é natural. Acho que eu não consigo compor na base do “vamos sentar pra escrever”? Surge a qualquer momento, andando de skate, dentro de um estúdio, cozinhando. Acho que é isso, minha inspiração surge assim, tá no dia a dia, é só vivenciar mesmo… e é só deixar vir.

JP- Você mencionou que participou do show de Lulu Santos no Rock In Rio de 2019. Como foi essa experiência e qual foi a maior diferença entre se apresentar em um grande festival como esse em comparação com o ambiente mais controlado do The Voice Brasil?

Priscila- O Rock In Rio foi animal, né? Lembro que fiquei bem impactada…pensei, caramba…isso aqui exige…é enorme…aquele palco, aquela quantidade de equipamentos, e os músicos ali, redondíssimos, é absurdo…foi uma experiência gigantesca. Eu vi que eu tô no caminho, ter participado do The Voice, ter tocado tantos corações e, aí, ter tido o convite do Lulu que é um professor gigantesco, um músico que eu admiro desde novinha. Tanto as composições quanto a guitarra dele, o jeito que ela joga as melodias. Esse convite foi muita onda, muito brabo ter essa oportunidade de estar ali, no R&R, ainda mais tendo o Lulu do lado. É bem estrondoso, a mente dá uma virada ali rapidamente quando você entende o tamanho a proporção que é um R&R, é muito maneiro.

JP- Seu álbum “Iceberg” teve uma trajetória incomum devido à pandemia. Como foi adaptar-se às circunstâncias adversas e o que você acha que aprendeu com esse processo de lançamento durante um período tão desafiador?

Priscila- A criação do álbum “Iceberg”? Nossa… foi um aparato de  canções da adolescência com coisas que eu estava vivendo ali, naquele momento do disco, e também com a mistura de músicas de amigos. Então, foi uma coisa muito pessoal e gostosa de fazer. Tanto que é um álbum que tem muita verdade, né? Teve uma indicação ao Grammy…caramba, “Iceberg” foi indicado ao Grammy, é muito louco você ver tudo o que você passou, e passar por um programa que tem essa estrutura gigantesca, entrar numa Universal Music – que é uma “p…” gravadora  e gravar um álbum com os melhores produtores, com os melhores músicos, os caras mais “rypados” que tem no mercado. Foi uma onda muito maneira, me lembro com muito carinho do processo da gravação do álbum. Essa questão, de ter la nçado o álbum no meio da pandemia, pra mim, sinceramente, foi uma cura . Acho que me fez bem de ouvir durante a pandemia e acredito que  também tenha me prejudicado, obviamente, porque não consegui colocá-lo pra pista. Só conseguir fazer isso depois de um bom tempo…de um ano e pouco, dois anos,  mas não tenho nada de ruim a dizer sobre o lançamento ter sido durante a pandemia não. Só coisas boas. E acho que tanto me curou quanto curou muitas pessoas também. O que eu mais ouço pós-show é o quanto o álbum “iceberg” curou as pessoas na pandemia, como absorveram aquele álbum ali. Acho que é isso aí, gigantesco!

JP- Fale um pouco sobre o show que você fará no BNDES. Como foi a preparação? Me fale do repertório.

Priscila- Feliz demais em participar desse projeto “”Quintas no BNDES”, só tenho a agradecer…muito feliz mesmo A banda, a gente tá muito redondo, tá muito astral,  e a gente preparou  uma parada especial. Umas leituras legais de música muito boa e colocamos o show “mais baile” mas, ao mesmo tempo, deixando instrumentais mais prolongados para as pessoas terem sensações. Acho que vai ficar um show animal mesmo. E tô feliz demais em participar desse Edital do BNDES,  quando concorremos com tantos outros grandes projetos.

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