Skip to content

JpRevistas

Revista eletrônica de informação, cultura e entretenimento.

Primary Menu
  • Home
  • Quem somos
  • Boa Leitura
  • Carnaval
  • Colunistas
  • Contato
  • Entrevista
  • Publicidade
Light/Dark Button
Contato
  • Home
  • 2025
  • junho
  • O meu entrevistado de hoje é conhecido como alquimista do cinema português. Confiram!
  • Chico Vartulli
  • Colunistas

O meu entrevistado de hoje é conhecido como alquimista do cinema português. Confiram!

Chico Vartulli 12 de junho de 2025 4 minutes read
IMG-20250528-WA0160
Redes Sociais
           

Meu entrevistado é o diretor português Edgar Pêra, conhecido como o alquimista do cinema português.  Pêra também é um artista plástico e um artista de quadrinhos gráficos e escreve ensaios de ficção e cinema. Estudou Psicologia, mas mudou para Cinema no Conservatório Nacional Português, atualmente Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa.

JP – Olá Edgar! O que você poderia comentar sobre o seu filme Não Sou Nada?

Não Sou Nada é o culminar de anos e anos de leituras desse Poeta dos Eus Infinitos, que foi (e é) Fernando Pessoa. A partir dessas leituras imaginamos um Nothingness Club, um Clube do Nada, onde todos os seus heterônimos se materializaram. Trabalham para o “Boss” Pessoa, no intuito de terminarem as múltiplas obras projetadas por Pessoa, mas nunca concretizadas. Daí nasce uma luta pelo poder autoral protagonizada pelo seu rival futurista Álvaro de Campos, e a narrativa assume então os contornos de um filme de serial killer.

JP –  O que mais lhe fascina em Fernando Pessoa?

Pessoa não era um serial killer, mas era um “serial writer”. Não só criou diferentes autores dentro de si mesmo como lhes atribuiu obras e vidas diferentes. Álvaro de Campos, por exemplo, não foi apenas o poeta ultrajante e futurista, pelo qual ficou conhecido, teve quatro fases distintas, com obras totalmente diferentes entre si. O “Drama em Gente” de Pessoa é, talvez, a maior criação literária do século XX. E como se costuma dizer, antes de haver Facebook, Pessoa já criava perfis falsos 🙂

JP –  Quando você começou a se interessar em ser cineasta? Como se deu a sua formação?

Aos 13 anos, logo depois da revolução, vi com o meu irmão o “Belle de Jour”, de Luis Buñuel, e o “Roma”, de Fellini. Percebi que o cinema podia ser, afinal, qualquer coisa. Era um imenso território de liberdade. Houve também no Liceu uma professora de português que nos incentivava a ver filmes de vanguarda. Depois, um dia, era eu aluno de psicologia, vi que abriram as inscrições para a escola de Cinema, e a minha vida mudou. Desde então nunca mais parei de fazer filmes. Quer tivesse apoio financeiro para os fazer ou não.

JP – O que mais lhe fascina na sétima arte?

Os filmes que mais me fascinam, são aqueles que estabelecem um diálogo comigo, que não se esgotam num primeiro visionamento, que nos pedem para regressar. Tal como alguém que acabámos de conhecer e queremos continuar a conversa no dia seguinte. Todos os meus filmes são compostos de imensos pormenores (quer na imagem, quer no som) que compõem um todo, que deve ser compreendido durante a primeira exibição, mas que só são totalmente perceptíveis ao fim de vários visionamentos.

JP –  Quais são as suas principais referências (teóricas e práticas) no campo da cinematografia?

Evito usar referências nos meus filmes. O único filme cinéfilo que fiz foi “O Barão” (a primeira de muitos longas-metragens produzidas pelo meu amigo e camarada, o realizador Rodrigo Areias) . Abandonei muito rapidamente a cinefilia, porque aquilo que me interessa é criar filmes a partir da minha imaginação e da interação com técnicos e atores durante a rodagem. Mas para mim a linguagem do cinema é a montagem, daí a importância de Eisenstein e Vertov quando estava a estudar cinema.

JP –  Como você avalia a produção cinematográfica portuguesa?

O cinema feito em Portugal é um jardim exótico, com imensas árvores raras. É um milagre podermos criar filmes em liberdade (a partir do momento em que conseguimos um apoio, claro).

JP –  Quais são os seus projetos futuros?

Estreamos o ano passado em Locarno, “Cartas Telepáticas”, sobre Pessoa e Lovecraft, feito exclusivamente com imagens IA e estamos neste momento a montar “Guerrilha no Asfalto”, sobre a ressaca da revolução em Portugal. Foi ótimo voltar a filmar à mão com uma câmera Bolex 16mm, regressando aos meus tempos iniciais de guerrilha cinematográfica!

About the Author

Chico Vartulli

Editor

View All Posts

Post navigation

Previous: Ninho desamparado
Next: Flávia Souza Lima lança Borda (mais alguma poesia) no Rio de Janeiro

Postagens Relacionadas

IMG-20260513-WA0103
  • Chico Vartulli
  • Colunistas

Hoje em Chico Vartulli convida: Cristina Lacerda: 40 anos de Rio, um olhar que atravessa o mundo

Chico Vartulli 2 de julho de 2026
Screenshot_20260629_120048_Drive
  • Alex Gonçalves Varela
  • Colunistas

A Voz das Mulheres Detentas

Alex Varela Gonçalves 1 de julho de 2026
Michelle-Bolsonaro-A-voz-doce-do-ódio-780x470
  • Colunistas
  • Vicente Limongi Netto

Destrambelhados

Vicente Limongi Netto 30 de junho de 2026

Recent Posts

  • Charge do Dia
  • Charge do Dia
  • Hoje em Chico Vartulli convida: Cristina Lacerda: 40 anos de Rio, um olhar que atravessa o mundo
  • A Voz das Mulheres Detentas
  • Destrambelhados

Recent Comments

Nenhum comentário para mostrar.

Archives

  • julho 2026
  • junho 2026
  • maio 2026
  • abril 2026
  • março 2026
  • fevereiro 2026
  • janeiro 2026
  • dezembro 2025
  • novembro 2025
  • outubro 2025
  • setembro 2025
  • agosto 2025
  • julho 2025
  • junho 2025
  • maio 2025
  • abril 2025
  • março 2025
  • fevereiro 2025
  • janeiro 2025
  • dezembro 2024
  • novembro 2024
  • outubro 2024
  • setembro 2024
  • agosto 2024
  • julho 2024
  • junho 2024
  • maio 2024
  • abril 2024
  • março 2024
  • fevereiro 2024
  • janeiro 2024
  • dezembro 2023
  • novembro 2023
  • outubro 2023
  • setembro 2023
  • agosto 2023
  • julho 2023
  • junho 2023
  • maio 2023
  • abril 2023
  • março 2023
  • fevereiro 2023
  • janeiro 2023
  • dezembro 2022
  • novembro 2022
  • outubro 2022
  • setembro 2022
  • agosto 2022
  • julho 2022
  • junho 2022
  • maio 2022
  • abril 2022
  • março 2022
  • fevereiro 2022
  • janeiro 2022
  • dezembro 2021
  • novembro 2021
  • outubro 2021
  • setembro 2021
  • agosto 2021
  • julho 2021
  • junho 2021
  • maio 2021
  • abril 2021
  • março 2021
  • fevereiro 2021
  • janeiro 2021
  • dezembro 2020
  • novembro 2020
  • outubro 2020
  • setembro 2020
  • agosto 2020
  • julho 2020
  • junho 2020
  • maio 2020
  • abril 2020
  • março 2020
  • fevereiro 2020
  • janeiro 2020
  • dezembro 2019
  • novembro 2019
  • outubro 2019
  • setembro 2019
  • agosto 2019
  • julho 2019
  • junho 2019
  • maio 2019
  • abril 2019
  • março 2019
  • fevereiro 2019
  • janeiro 2019
  • dezembro 2018
  • novembro 2018
  • outubro 2018
  • setembro 2018
  • agosto 2018
  • julho 2018
  • junho 2018
  • maio 2018
  • abril 2018
  • março 2018
  • fevereiro 2018
  • janeiro 2018
  • dezembro 2017
  • novembro 2017
  • outubro 2017
  • setembro 2017
  • agosto 2017
  • julho 2017
  • junho 2017
  • maio 2017
  • abril 2017
  • março 2017
  • fevereiro 2017
  • janeiro 2017
  • dezembro 2016
  • novembro 2016
  • outubro 2016
  • setembro 2016
  • agosto 2016
  • julho 2016
  • junho 2016
  • maio 2016
  • abril 2016
  • março 2016
  • fevereiro 2016
  • janeiro 2016
  • dezembro 2015
  • novembro 2015
  • outubro 2015
  • setembro 2015
  • março 2015

Categories

  • Agenda
  • Alex Cabral Silva
  • Alex Gonçalves Varela
  • Arlindenor Pedro
  • Arte Moderna
  • Boa Leitura
  • Carlos Monteiro
  • Carnaval
  • Category
  • Charge
  • Chico Vartulli
  • Cinema
  • Cinema
  • Civil Society
  • Cláudia Chaves
  • Climate
  • Colunistas
  • Conflict
  • Crônicas
  • Cultura
  • Democracy
  • Desfile das Campeãs
  • Divaldo Franco
  • Elda Priami
  • Entrevistas
  • Flávio Filipe
  • Gastronomia
  • Geopolitics
  • Geraldo Nogueira
  • Giuseppe Oristanio
  • Grande Rio
  • IMpério da Tijuca
  • Internacional
  • João Henrique
  • livro
  • Livros
  • Lu Catoira
  • Luis Pimentel
  • Luisa Catoira
  • Mangueira
  • Miguel Paiva
  • Mocidade Independente
  • Mostra
  • Musica
  • Negócios
  • News Analysis
  • Nosso Camarote
  • Odette Castro
  • Olga de Mello
  • Paraiso do Tuiuti
  • Patrícia Morgado
  • peça
  • política
  • Political Trends
  • Portela
  • Power
  • Ricardo Cravo Albin
  • Rogéria Gomes
  • Salgueiro
  • Samba
  • São Clemente
  • Sapucaí
  • Saúde
  • Show
  • Society
  • Teatro
  • Uncategorized
  • Unidos da Tijuca
  • Variedades
  • Vicente Limongi Netto
  • Vila Isabel
  • Viradouro
  • Viviana Navarro

Top News

  • IMG-20260705-WA0074
    Charge do Dia
  • IMG-20260705-WA0000
    Charge do Dia
  • (sem título)
  • (sem título)

Meta

  • Acessar
  • Feed de posts
  • Feed de comentários
  • WordPress.org

O que você perdeu...

IMG-20260705-WA0074
  • Charge
  • Miguel Paiva

Charge do Dia

Miguel Paiva 5 de julho de 2026
IMG-20260705-WA0000
  • Charge
  • Miguel Paiva

Charge do Dia

Miguel Paiva 5 de julho de 2026
IMG-20260513-WA0103
  • Chico Vartulli
  • Colunistas

Hoje em Chico Vartulli convida: Cristina Lacerda: 40 anos de Rio, um olhar que atravessa o mundo

Chico Vartulli 2 de julho de 2026
Screenshot_20260629_120048_Drive
  • Alex Gonçalves Varela
  • Colunistas

A Voz das Mulheres Detentas

Alex Varela Gonçalves 1 de julho de 2026

Recent Posts

  • IMG-20260705-WA0074
    Charge do Dia5 de julho de 2026
  • IMG-20260705-WA0000
    Charge do Dia5 de julho de 2026
  • IMG-20260513-WA0103
    Hoje em Chico Vartulli convida: Cristina Lacerda: 40 anos de Rio, um olhar que atravessa o mundo2 de julho de 2026

Tags

Arte beija-flor Blocos de Carnaval Brasil Brasília Carnaval Carnaval de Rua Carnaval Rio 2026 Carnaval SP Centro Cultural Correios Cinema crime Cultura eleição Espetáculo Exposição Filme Flamengo Folia food Futebol Imperio Serrano Justiça LGBTQIA+ literatura Livro livros Lula Mangueira Mostra Natal OAB-RJ Política Portela Rio Rio de Janeiro RiodeJaneiro samba Sapucaí Senado sports teatro tech TJRJ travel

Site Produzido por Infomídia Digital | MoreNews by AF themes.