
Tanta coisa importante no Brasil, para se discutir, mas a Globo, dos 40 minutos de perguntas e respostas no interrogatório com o Lula, a maior parte do tempo foi perguntas sobre Fábio Luiz, filho do presidente, para tentar desestabilizá-lo.
O filho do Lula está sendo investigado por supostamente fazer lobby para venda de remédios de canabidiol. Só há crimes, se houver propina e o contrato seja aceito pelo órgão público.
Esse processo se continuar no Supremo Tribunal Federal(STF) cujo relator é o ministro André Mendonça, vai ser anulado por incompetência, já que esse caso não tem nada a ver com o INSS ou o banco Master. Trata-se de negócio privado, de competência da primeira instância da justiça.
Os jornalistas da Globo tomaram por base o que foi vazado aos poucos, do inquérito de Fábio Luiz. Vazamento de parte de inquérito sigiloso, é crime.
A meu ver, Lula não se desestabilizou e respondeu como tinha de responder. Nem precisava, bastava dizer o que vem dizendo: “se meu filho for culpado, que pague pelo que cometeu”. Diferente do filho de Jair Bolsonaro.
Lula foi para o ataque e falou sobre o power point exibido pela Globo para incriminá-lo. O jornalista respondeu que a Globo se retratou.
No caso de combate ao crime, Lula nadou de braçada, falou sobre o SUSP (Sistema Único de Segurança Pública) que foi rejeitado pelos governadores da direita e acrescentou, que a responsabilidade da segurança pública são os governadores dos estados.
Pergunta sobre educação, Lula nadou também de braçada: “Faço minha parte”, observou. Citou as escolas de tempo integral, as universidades que criou, frisando que as escolas nos Estados são da responsabilidade dos governadores. Comparou a educação no Ceará e no Piauí, Estados mais pobres com São Paulo, um estado rico e governados por petistas. Cesar Tralha e Renata Vasconcelos engoliram a seco.
Lula respondeu todas as perguntas, sem fugir do assunto e, na minha opinião, saiu vitorioso do interrogatório.




