Para Ler na Rede: “Meu Nome é um Lugar Longe” será lançado na na Bienal Internacional do Livro de SP

A cineasta e artista plástica paraense Jéssica Paola lança este domingo, 6 de setembro, na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, “Meu Nome é um Lugar Longe” (Hecatombe, R$ 40). Os contos tratam de mulheres que enfrentam monstruosidades em histórias entrelaçadas de apagamentos e reconstruções do eu, investigando identidade, pertencimento, afeto, deslocamentos e alteridade. Radicada no Rio de Janeiro, a autora fundamenta sua obra na oralidade amazônica e nas vivências da selva urbana carioca, além de sua própria experiência de deslocamento pelo país, entremeada às narrativas do pai, que vive no Maranhão, e da mãe, cearense.

 

c9a3045d-ac59-43eb-beea-74f3982828bb-200x300 Para Ler na Rede: “Meu Nome é um Lugar Longe” será lançado na na Bienal Internacional do Livro de SPTraduzido em mais de quinze países, “Noite no coração” (Bazar do Tempo, R$ 80) recebeu, entre outros, os prêmios Femina e Goncourt des Lycéens, na França. Nascida nas Ilhas Maurício, Nathacha Appanah conta os antecedentes de dois feminicídios e seu próprio histórico de vítima de violência, que conseguiu escapar da morte pedindo a proteção da família.  Nos três casos, os agressores eram companheiros das mulheres. Além de relatar os processos judiciais dos dois assassinos, Natacha discute as pressões que levam mulheres a se recolherem em silêncio, mantendo segredo sobre os maus tratos sofridos, tanto por constrangimento quanto por temor de que a violência seja dirigida a outras pessoas próximas a elas.

 

3f8ca466-bdbf-46fd-8e80-009e0e928c01-207x300 Para Ler na Rede: “Meu Nome é um Lugar Longe” será lançado na na Bienal Internacional do Livro de SPPreconceito e violência caminham lado a lado em “Quando” (Record, R$ 69,90), da mineira Carla Madeira,. a atualmente mais lida escritora brasileira. Ambientado na década de 1980, o romance traz uma família que se mantém próxima apesar do sofrimento pela incompreensão: a mãe, muito doente, aguarda a visita do filho que denunciou à polícia por violência homofóbica. Depois de cumprir pena, o filho jamais retornou ao convívio familiar, e a mãe passa vinte anos esperando revê-lo, cuidada pelas duas filhas, uma delas homossexual. Desde 2023, a escritora se transformou no maior sucesso de ficção em literatura brasileira, tendo vendido mais de 1,4 milhão de cópias de seus três romances anteriores.

 

 

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