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Começar de novo

Começar de novo

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Por  Aurélio Wander Bastos –  Professor Emérito da Unirio, mestre em Ciências Jurídicas e Doutor em Ciências Políticas, jurista – Colunista convidado.

O Brasil está diante de seu maior desafio: o Presidente eleito tem que tomar decisões corretivas imediatas  de seu próprio  governo anterior, não propriamente suspendendo  o seu programa de apoio popular.   Sua primeira e necessária medida deve ser a regularização  de seu programa social, articulando providências    econômicas e financeiras de curto prazo, que permitam ultrapassar  as restrições de movimentação de capital anteriores.

 Para viabilizar  essa situação,  seria imprescindível a regulamentação  dos gastos sociais e, na sequência, buscar a redução de gastos tributários, assim como incentivar o ajuste de contas públicas para de viabilizar programas de investimento.

 O que mais assustou o mercado e o tesouro de imediato foi a alta do dólar e do preço dos ativos, mas  essas alterações não terão efeito de longo prazo porque, em geral, elas costumam acontecer,  em momentos de trocas de governantes, ou em eleições presidenciais, como a de 25 de outubro.  Esse fato  encontrou grande crítica dos conservadores, mas a possibilidade de correção é grande e vai permitir que o preço do dólar volte à sua flutuação normal.
 O  preço dos ativos poderá sofrer um acompanhamento administrativo imediato, para tranquilizar os consumidores.  O que,  na verdade, como exemplo, resulta em fato efetivamente, positivo, com a intervenção do Tesouro no mercado, pa comprar  títulos públicos. Essa medida pode levar  a economia à normalidade.
 A médio prazo, o governo federal poderá mexer nos juros e no câmbio.   Nada é assustador guando o governo tem, como propósito,  evitar a   interveniência externa e assumir necessariamente os rumos corretivos  .   O  presidente eleito , ao que se presume , tem compromisso corretivo com as contas públicas e o primeiro susto  deu a oportunidade de demonstrar,   nessa crise da bolsa,  a que veio e que  está tomando ciência da situação. E, que tem condições de governar um país cujo mercado tem um compromisso  capitalista.
  O mercado espera uma queda de gastos, como iniciativa do poder público para conseguir uma queda significativa no PIB, uma  movimentação, que não apenas é  conveniente para o governo.  Exige  uma escolha de nomes certos para os espaços  da administração.
 Será muito importante que se torne evidente a posição de Geraldo Alkmin,   na direção de instituição importante da Economia.
 O próprio presidente Lula disse que iria dar evidência a Geraldo Alkmin,  mesmo antes de sua vitória nas urnas, mesmo antes  do resultado final das eleições.   Ficou inevitável, a importância de uma administração integrada e confiante, que não cause muitas divergências com o mercado,   mão invisível do capitalismo.
 Não há como agir de outra forma,  nesse quadro das circunstâncias tomadas pelo capital, e marcado com a queda da Bolsa, nas suas expectativas imediatas.