1 de dezembro de 2022

Depois de viver Clara Nunes nos palcos, Clara Santhana joga luz sobre Marias revolucionárias no nosso país. Após temporada com ingressos esgotados no Sesc Tijuca, onde estreou, musical fará duas apresentações nos dias 10 e 17 de julho, às 17h, no Teatro Petragold. Maria é, segundo a mitologia semita, a mulher escolhida por Deus para gerar e criar seu filho, Jesus. Maria é, certamente por isso, um nome popular no mundo e, em especial, no Brasil. Muitas são as Marias que lutaram (e lutam) por fazer valer seus direitos neste país tão desigual. A atriz e cantora Clara Santhana olha para essas mulheres em seu novo espetáculo. Conhecida por personificar Clara Nunes no musical “Deixa Clarear”, que, ao longo de 9 anos, foi visto por mais de 500 mil espectadores, ela evoca agora sete mulheres. São elas figuras históricas como Maria Bonita e Maria Felipa de Oliveira (que lutou na Conjuração Baiana, em 1798) e Marias que tornaram-se divindades em cultos de origem brasileira e matriz africana, como as Marias Molambo, Navalha, Quitéria e a mais conhecida delas, Maria Padilha – amante de um monarca no antigo reino de Castela. Elas têm suas vidas e lutas contadas e cantadas no musical “Outras Marias”.   Patricia Selonk, uma das mais respeitadas atrizes da sua geração, faz com a montagem sua estreia como diretora. A dramaturgia é assinada por Marcia Zanelatto, com quem Clara volta a trabalhar, e a direção musical é de Claudia Elizeu. Foto Ariel Cavotti

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