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A questão do STF e as nomeações dos indicados por Bolsonaro

A questão do STF e as nomeações dos indicados por Bolsonaro

Na opinião do professor Emérito da Unirio e advogado Aurélio Wander Bastos,  mestre em Ciências Jurídicas e Doutor em Ciências Políticas,  “o  Brasil está passando por um momento crítico na sua história”:
 “Muitos veem este momento como uma divergência entre dois Ministros do Supremo, outros enxergam as divergências entre os dois ministros do STF,   diante da  atitude do presidente da Corte, Edson Fachin, que decidiu preservar no cargo o diretor da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos Rodrigues,  delegado  de carreira.   Alexandre de Moraes foi acusado de dialogar com Vorcaro, titular do banco Master,  e André Mendonça foi acusado de cometer abuso de autoridade, entre outras irregularidades .
 Todas são acusações graves e o ministro Fachin,  presidente  do STF, ficou dividido. Ele  não consegue conter a confusão, que tem possibilidades de crescer”.
  Para Aurélio Wander,  “é  o que querem. Na verdade, essa situação tem a ver com as eleições”.
 “A nomeação, no governo Bolsonaro,  de dois ministros bolsonaristas para o STF ( André Mendonça e Nunes Marques) transformaram as questões jurídicas  em questões políticas.  Mendonça, no Supremo, estaria procurando inviabilizar a harmonia e a paz, em benefício do candidato Flávio Bolsonaro. No Tribunal Superior Eleitoral, o atual presidente,  ministro Nunes Marques  (que é, também,  ministro do STF) chegou a defender, recentemente,  o  sistema de urnas eletrônicas,  mas continua a ser criticado, por suas preferências ideológicas. E é visto com restrições.  Os bolsonaristas podem querer dificultar politicamente a candidatura de Lula e do seu Vice, Geraldo Alkmim.  Mas, Lula e Alkmim são amplamente conhecidos pelo eleitorado, enquanto, até mesmo o vice de Flávio Bolsonaro é desconhecido”,  afirmou Aurélio Wander.